Sou como semente, cresço e me moldo ao terreno em que sou plantada.
Mas isso não me impede de ter essência, de ter ideais.
Fui semente no ventre de minha mãe e hoje sou do vento e das terras onde piso.
Se já me firmei semente, "me desfirmo"!
Meu maior compromisso? Comigo!
E tenho comigo o compromisso de fazer pelos outros quando sinto que devo, quando sinto que posso!
Nasci assim, semente, e desejo ser plantada nos corações, enraízar, frutificar.
Às vezes, meus frutos apodrecem em falhas, em pequenos delitos, mas sou semente, modifico.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
“É preciso passar o país a limpo”?
Fomos “surpreendidos” no último dia 31 pelo preconceito público apresentado pelo jornalista Boris Casoy em relação aos garis ou, como ele coloca em sua fala, “lixeiros”.
Situações como essas remetem às falhas em vários setores fundamentais no país. Primeiro pergunta-se como uma pessoa que não respeita ao próximo (próximo esse inclusive que mantém o seu emprego com a audiência) pode ser um jornalista? Digo isso várias vezes ofendida, como futura jornalista, como telespectadora, como cidadã e como humana que acredita que a dignidade faz o homem.
Casoy foi vítima (ou ator) de uma tentativa ousada de marketing, isso é claro e patético mas prova o quanto é real essa guerra travada entre a informação séria e o sensacionalismo. Mais claros ainda só os fatores que levam comentários como esses à nossa televisão – uma educação falha e uma cultura plastificada que só aparece no fim do ano, que é a única época em 365 dias em que é possível um gari aparecer de maneira positiva na mídia (certo, também temos os comerciais da Marquise em Imperatriz).
Que possamos começar em 2010 como já deveríamos ter começado há muito – refletindo quais são os nossos valores e qual a sua validade dentro dessa sociedade muda e congelada. Que daqui pr’a frente e não só hoje nós possamos sim, dentro da mídia boicotada e mentirosa, dos bancos das praças abandonadas com grama até as canelas, dos auditórios cheios de cadeira quebradas e vazios de pessoas, dos parques cheios de lixo por falta de garis, das filas eternas dos bancos públicos, do trânsito maldito e desrespeitoso falar o que realmente for produtivo e fazer a diferença,RESPEITANDO e gritando “do alto de nossas vassouras” que exigimos EDUCAÇÃO, CULTURA, OPÇÕES DE VIDA, por um país mais limpo!
*PS-A frase usada como título é frequentemente usada em seus textos no Jornal da Band.
Situações como essas remetem às falhas em vários setores fundamentais no país. Primeiro pergunta-se como uma pessoa que não respeita ao próximo (próximo esse inclusive que mantém o seu emprego com a audiência) pode ser um jornalista? Digo isso várias vezes ofendida, como futura jornalista, como telespectadora, como cidadã e como humana que acredita que a dignidade faz o homem.
Casoy foi vítima (ou ator) de uma tentativa ousada de marketing, isso é claro e patético mas prova o quanto é real essa guerra travada entre a informação séria e o sensacionalismo. Mais claros ainda só os fatores que levam comentários como esses à nossa televisão – uma educação falha e uma cultura plastificada que só aparece no fim do ano, que é a única época em 365 dias em que é possível um gari aparecer de maneira positiva na mídia (certo, também temos os comerciais da Marquise em Imperatriz).
Que possamos começar em 2010 como já deveríamos ter começado há muito – refletindo quais são os nossos valores e qual a sua validade dentro dessa sociedade muda e congelada. Que daqui pr’a frente e não só hoje nós possamos sim, dentro da mídia boicotada e mentirosa, dos bancos das praças abandonadas com grama até as canelas, dos auditórios cheios de cadeira quebradas e vazios de pessoas, dos parques cheios de lixo por falta de garis, das filas eternas dos bancos públicos, do trânsito maldito e desrespeitoso falar o que realmente for produtivo e fazer a diferença,RESPEITANDO e gritando “do alto de nossas vassouras” que exigimos EDUCAÇÃO, CULTURA, OPÇÕES DE VIDA, por um país mais limpo!
*PS-A frase usada como título é frequentemente usada em seus textos no Jornal da Band.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Imã
Me sorri assim de lado, de canto de boca, como se seu sorriso fosse tesouro só dele e que eu o roubasse sem sua vontade;
Quando me fala coisas simples fica vermelho, num misto de vergonha e raiva porque não fala a mais ninguém e comigo desagua;
Fica assim sem jeito quando lhe abraço, querendo fugir e se ajeitando mais em meu braços, se aconchegando como um menino no colo da mãe;
Me olha de um jeito que não quer, disfarça. Me trata como menina, mas não resiste quando brinco de ser mulher!
Quando me fala coisas simples fica vermelho, num misto de vergonha e raiva porque não fala a mais ninguém e comigo desagua;
Fica assim sem jeito quando lhe abraço, querendo fugir e se ajeitando mais em meu braços, se aconchegando como um menino no colo da mãe;
Me olha de um jeito que não quer, disfarça. Me trata como menina, mas não resiste quando brinco de ser mulher!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Dependência
Olha pr'a ti! O menino cresceu...
E enganado entre saias e bebedeiras
hoje pensa que tamanho é experiência,
que amigo se compra na esquina!
O quanto tua falta me fez mal...
Olha bem nos olhos fundos e vazios
de quem perdeu a inspiração e o bom senso...
Largada no chão com poemas baratos e grandes
doses de melancolia...
Veja nós dois...Já nem somos nada, nem nós!
E me pego implorando tua ridícula atenção...
Meu orgulho, jogaste na mala e levaste contigo!
Miserável! Passa o tempo e não passa esse vício?!
E enganado entre saias e bebedeiras
hoje pensa que tamanho é experiência,
que amigo se compra na esquina!
O quanto tua falta me fez mal...
Olha bem nos olhos fundos e vazios
de quem perdeu a inspiração e o bom senso...
Largada no chão com poemas baratos e grandes
doses de melancolia...
Veja nós dois...Já nem somos nada, nem nós!
E me pego implorando tua ridícula atenção...
Meu orgulho, jogaste na mala e levaste contigo!
Miserável! Passa o tempo e não passa esse vício?!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
COM FÉ, COM.
Imperatriz realizou SIM sua primeira Conferência de Comunicação (22 e 23 de outubro).
Foram meses de preparo, meses de discussão, meses de insistência, de desistências, de cansaço...
Maiores que os esforços da mini Comissão Organizadora, só as críticas (em sua maioria negativas) de alguns participantes e de outros não²-participantes.
Sei que como C.O. sou suspeita, suspeitíssima, para falar algo mas, para quebrar toda e qualquer desconfiança, me confesso decepcionada, triste mesmo! Não só pelo fato de o governo municipal não ter convocado a Conferência e pela mixaria contada com a qual tivemos que nos virar chorando o preço de pastas, canetas pseudo-bic's e folhas de E.V.A. Não só por uma C.O. super concentrada em um número de pessoas contadas na mão, não só pelo desinteresse dos empresários e, principalmente, dos profissionais da área, dos colegas que VIVEM de jornalismo...
É, tudo isso já seria motivo de sobra para decepção, mas o que mata mesmo é a manipulação, é a exploração, é a falta de visão, é a ditadura de quem finge que quer democratizar!
Mas digo e GITO - RESISTÊNCIA! Ou a comunicação democratiza ou democratizo eu!
Foram meses de preparo, meses de discussão, meses de insistência, de desistências, de cansaço...
Maiores que os esforços da mini Comissão Organizadora, só as críticas (em sua maioria negativas) de alguns participantes e de outros não²-participantes.
Sei que como C.O. sou suspeita, suspeitíssima, para falar algo mas, para quebrar toda e qualquer desconfiança, me confesso decepcionada, triste mesmo! Não só pelo fato de o governo municipal não ter convocado a Conferência e pela mixaria contada com a qual tivemos que nos virar chorando o preço de pastas, canetas pseudo-bic's e folhas de E.V.A. Não só por uma C.O. super concentrada em um número de pessoas contadas na mão, não só pelo desinteresse dos empresários e, principalmente, dos profissionais da área, dos colegas que VIVEM de jornalismo...
É, tudo isso já seria motivo de sobra para decepção, mas o que mata mesmo é a manipulação, é a exploração, é a falta de visão, é a ditadura de quem finge que quer democratizar!
Mas digo e GITO - RESISTÊNCIA! Ou a comunicação democratiza ou democratizo eu!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Deserto
domingo, 13 de setembro de 2009
AmoRto
Pensei em escrever algo bonito
Que transbordasse essa dor que sinto, essa dor feia...
O quê mais belo que a mágoa, a morte, a raiva?
O quê há de ser mais arte e forma que um coração em pedaços?
Se te falasse das coisas que vivi, das pessoas que conheci...
se te contasse os lugares que andei e quantas vezes pequei!
Quantos pequenos delitos cometi e arrependida, fingi que nem ligava
Minhas cicatrizes não negam meus tropeços, eu sei!
Certeza eu nunca tive de qualquer amor que fosse
De qualquer sentimento que se sentisse
De qualquer palavra que se falasse
De qualquer incerteza que existisse
Tudo mentira meu bem!
A beleza é morta como nosso amor,
Ainda assim, bela!
Que transbordasse essa dor que sinto, essa dor feia...
O quê mais belo que a mágoa, a morte, a raiva?
O quê há de ser mais arte e forma que um coração em pedaços?
Se te falasse das coisas que vivi, das pessoas que conheci...
se te contasse os lugares que andei e quantas vezes pequei!
Quantos pequenos delitos cometi e arrependida, fingi que nem ligava
Minhas cicatrizes não negam meus tropeços, eu sei!
Certeza eu nunca tive de qualquer amor que fosse
De qualquer sentimento que se sentisse
De qualquer palavra que se falasse
De qualquer incerteza que existisse
Tudo mentira meu bem!
A beleza é morta como nosso amor,
Ainda assim, bela!
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