Tenho andando um tanto atribulada nos últimos dias, diria até desesperada.
Acontece de vez em quando de você ter que resolver o mundo e acaba não resolvendo nada. É o estágio que te entedia quando pode estar fazendo mil coisas mas está enchendo lingüiça em frente ao computador. São as disciplinas te cobrando a filmagem de um curta, a assessoria de comunicação da entidade filantrópica, a mega-matéria para o site do curso. É o outro estágio tão solto e sem assistência que não te dá a mínima estrutura. São os relacionamentos desgastados...
Encontrei-me esses dias solta, distante, enlouquecida. Senti saudade de amizades com quem fico horas a fio conversando sobre a vida, sobre como temos passado e sobre como ainda passamos juntos. Criei certo asco das pessoas me cumprimentando sempre com outro interesse, sem perguntar ao menos como vou, sem ao menos dizer bom dia – Como está o trabalho, fez a sua parte? Não, não fiz!
Enfadonho e irônico pessoas que nunca têm atitude de nada reclamando do trabalho “mal feito” de quem se desdobra pra fazer o que era tarefa do reclamão preguiçoso e acomodado. Não me vejo santa, nem calma. É do meu próprio espírito essa inquietude que não me deixa parar. Sei bem dizer não, mas evito, apesar dos tantos nãos que recebo diariamente. E de certa forma me orgulho. Mesmo abrindo espaço para estes tantos que não sabem pedir licença, que não pensam que há outras coisas a serem feitas, outros problemas a serem resolvidos.
Dou-me sim, finjo que tenho tempo, que posso e resolvo. Não mando mensagens dizendo o que tem que ser feito, faço. Tenho meu mau humor, minha arrogância, minha ironia, meu sarcasmo. Tenho meus mil defeitos e não me orgulho de nenhum, nem do orgulho por si. Mas como queria que se lembrassem que sou humana tanto quanto e que, se me vêem tão transparente e disposta, é porque a porta é de vidro mas nem por isso deve-se deixar de bater.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
*
Ao longo da vida já foram muitas as perdas,
alguma irremediáveis, dolorosas, inesquecíveis.
Outras superáveis ou suportáveis, talvez.
Mas sei que só se perde o que se tem
e se tive, que feliz fui
Guardo ainda na lembrança o elo
menos tangível, nem por isso menos verdadeiro
Os amigos que se desprenderam,todos foram sem adeus
Soltando-se devagarinho, sem despedida ou tristeza
Quando vi já não estavam mais, já não eram...
Ficaram só os improváveis, os de última hora
Raros persistiram e para os raros digo adeus todo dia
Para que não cometamos o mesmo pecado de ir sem abraçar,
para estes digo adeus na esperança de que fiquem
*Pena que não pude me despedir do abraço amigo de quem me ensinou a simplicidade de deixar livre, de aceitar que a partida é inevitável e bela.
alguma irremediáveis, dolorosas, inesquecíveis.
Outras superáveis ou suportáveis, talvez.
Mas sei que só se perde o que se tem
e se tive, que feliz fui
Guardo ainda na lembrança o elo
menos tangível, nem por isso menos verdadeiro
Os amigos que se desprenderam,todos foram sem adeus
Soltando-se devagarinho, sem despedida ou tristeza
Quando vi já não estavam mais, já não eram...
Ficaram só os improváveis, os de última hora
Raros persistiram e para os raros digo adeus todo dia
Para que não cometamos o mesmo pecado de ir sem abraçar,
para estes digo adeus na esperança de que fiquem
*Pena que não pude me despedir do abraço amigo de quem me ensinou a simplicidade de deixar livre, de aceitar que a partida é inevitável e bela.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Além

A estrada é meu lar. Ao tempo em que sou passageira, estou em casa! Viajo-me antes de tudo!
(Arte de José Maria Machado http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://fineartamerica.com/images-medium/casa-da-estrada-real-jose-maria-machado.jpg&imgrefurl=http://fineartamerica.com/featured/casa-da-estrada-real-jose-maria-machado.html&usg=__kwa0XZgxh9HFQ-pK8x7a3VF1nAQ=&h=345&w=423&sz=27&hl=pt-BR&start=13&um=1&itbs=1&tbnid=yuJgV3E1htNcUM:&tbnh=103&tbnw=126&prev=/images%3Fq%3Dcasa%2Bna%2Bestrada%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbs%3Disch:1)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A um porto
Não criança, não leio tuas mãos.
Não serei eu a definir teu destino como um Deus;
Mas te digo, quase consciente, que o destino é teu
E que são tuas as escolhas de todo esse caminho
Não meu anjo, esse não é trabalho meu
Mas está nelas sim tudo o que te espera e tudo que tu espera
Aprenderás que cada nova cicatriz é irmã do tempo,
Uma velha lembrança, um dia a menos.
Desconheço toda tua sina, teus empecilhos, tuas vitórias
Pois sei bem, ou no mínimo desconfio, de minha ausência
E covarde fico ao pensar que onde for não estarei
Nem em ti, nem em mim, nem em ninguém.
Quando o pai tempo me levar pra ti em pensamentos
Fecha os olhos e me vê sorrindo
Como quem estranha e ama
Uma criança que encantou a uma velha cigana.
Não serei eu a definir teu destino como um Deus;
Mas te digo, quase consciente, que o destino é teu
E que são tuas as escolhas de todo esse caminho
Não meu anjo, esse não é trabalho meu
Mas está nelas sim tudo o que te espera e tudo que tu espera
Aprenderás que cada nova cicatriz é irmã do tempo,
Uma velha lembrança, um dia a menos.
Desconheço toda tua sina, teus empecilhos, tuas vitórias
Pois sei bem, ou no mínimo desconfio, de minha ausência
E covarde fico ao pensar que onde for não estarei
Nem em ti, nem em mim, nem em ninguém.
Quando o pai tempo me levar pra ti em pensamentos
Fecha os olhos e me vê sorrindo
Como quem estranha e ama
Uma criança que encantou a uma velha cigana.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Vão
Tenho em minha garganta o gosto amargo de morte, do sangue que corre em minhas entranhas... Já não há a força de outrora, já nem quero lutar.
Minhas narinas estão entupidas e minha pele impregnada com o cheiro azedo e impuro do suor de todas as loucuras cometidas.
Só teu amor me salva e eu nem o quero mais,já nem amo mais nosso amor... Nem ele escapa do medo que se tem no fim.
Perdoa as lágrimas. É mal do homem criar essas defesas para enganar os outros ou a si mesmo. Te quero ainda em meus sonhos, o único lugar onde minhas mãos dormentes e cansadas te alcançam, onde ainda são intensas as batidas do coração.
"Nem falo no teu nome quando estou jogando..."
Minhas narinas estão entupidas e minha pele impregnada com o cheiro azedo e impuro do suor de todas as loucuras cometidas.
Só teu amor me salva e eu nem o quero mais,já nem amo mais nosso amor... Nem ele escapa do medo que se tem no fim.
Perdoa as lágrimas. É mal do homem criar essas defesas para enganar os outros ou a si mesmo. Te quero ainda em meus sonhos, o único lugar onde minhas mãos dormentes e cansadas te alcançam, onde ainda são intensas as batidas do coração.
"Nem falo no teu nome quando estou jogando..."
terça-feira, 20 de abril de 2010
Odes apego!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Partido oferece curso de formação política no município
O Coletivo Ação Comunista (CAC), órgão interno do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), realizará nos dias 24 (de 08h00 às 18h00) e 25 de abril (de 08h00 às 12h00), seu primeiro curso de formação política em Imperatriz com o tema “Como funciona a sociedade?”. O evento será ministrado pelo professor Acrísio Mota, atualmente membro do Grupo de Estudos Marxistas do Maranhão (Gemmarx).
O Curso será na avenida Bernardo Sayão, nº 1443, bairro Nova Imperatriz, sala 01 e a idéia principal segundo Wilson Leite, presidente do Partido na cidade, é oferecer oportunidades de formação às lideranças sindicais, ajudando na direção de suas entidades.Será trabalhados quatro eixos: A sociedade em que vivemos; Riqueza e pobreza; A exploração capitalista: salário, mais-valia e acumulação; Estado e ideologia.
A previsão é de uma turma de 25 pessoas, sendo 10 filiadas ao partido e as demais estudantes ou sindicalistas. A inscrição segue até o dia 15 no valor de R$10,00 para os estudantes e R$ 20,00 para os demais, e nela estão inclusos lanche e almoço em ambos os dias. Os sindicatos são prioridade, mas quem se interessar pode encaminhar um e-mail para tae_wilson_lee@hotmail.com.
O Curso será na avenida Bernardo Sayão, nº 1443, bairro Nova Imperatriz, sala 01 e a idéia principal segundo Wilson Leite, presidente do Partido na cidade, é oferecer oportunidades de formação às lideranças sindicais, ajudando na direção de suas entidades.Será trabalhados quatro eixos: A sociedade em que vivemos; Riqueza e pobreza; A exploração capitalista: salário, mais-valia e acumulação; Estado e ideologia.
A previsão é de uma turma de 25 pessoas, sendo 10 filiadas ao partido e as demais estudantes ou sindicalistas. A inscrição segue até o dia 15 no valor de R$10,00 para os estudantes e R$ 20,00 para os demais, e nela estão inclusos lanche e almoço em ambos os dias. Os sindicatos são prioridade, mas quem se interessar pode encaminhar um e-mail para tae_wilson_lee@hotmail.com.
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