segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Campanha de Carlos Hermes é bem recebida nos bairros


Passeio ciclístico e caminhada apontam ótima aceitação do candidato a vereador do Parque Anhanguera ao Alvorada

O professor Carlos Hermes realizou, neste fim de semana, passeio ciclístico e caminhada pelos bairros do Bacuri, Buriti, Anhanguera e Alvorada. Com a presença de dezenas de apoiadores e do candidato a prefeito Carlinhos Amorim, coligação “Imperatriz de todos nós”, os trajetos seguiram por importantes ruas da cidade.
Em seu blog, Hermes afirma ter se emocionado com a “bicicletada” – “Pessoas se despindo de qualquer interesse pessoal, abraçaram nossa campanha num ato de esperança e confiança pouco visto na política de hoje, uma época em que esses valores estão cada vez mais escassos em nossa sociedade”.
No domingo, acompanhado de Clayton Noleto (vice de Carlinhos Amorim) e de lideranças do Parque Alvorada, o candidato a vereador caminhou pelas principais ruas do bairro e conversou com os moradores locais.
Acalorada por bandeirolas, a caminhada durou das 17 às 19 horas, quando a equipe se concentrou em uma das casas na Rua do Buriti para uma reunião com os vizinhos. Clayton Noleto reforçou compromisso com os bairros, afirmando que a prefeitura tem priorizado o centro da cidade, colocando “asfalto por cima de asfalto enquanto os outros lugares permanecem esquecidos na lama e na poeira”.
Carlos Hermes, professor de vários estudantes do Parque Alvorada, reforçou sua ligação com o local e relacionou a falta de uma escola de Ensino Médio à violência e ao uso de drogas, enfatizando o perigo de se voltar às 23 horas para casa pela BR. O candidato reiterou que será o vereador mais comprometido da Câmara de Imperatriz – “A minha vitória é a vitória da classe trabalhadora, de um professor militante! Peço a oportunidade de um filho da classe trabalhadora representar vocês!”.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

302

De tantas impressões, a convicção de que se está só e do quanto a solidão é egoísta. Tudo o que se produz é para uso próprio, principalmente o que é feito para o bem estar social. O retorno é total e absolutamente umbilical.
O que passa é extremamente fixo - Por mais que se mova, sempre mantém a essência de transeunte.
A entrega se dá pelo medo e sua maior manifestação opõe-se em coragem. O ápice desse medo pode ser facilmente comprovado com atitudes (e sentimentos) xiitas. Apela-se para os exageros. Tudo é denso, transborda.
MÁGOA, PENA, MESQUINHEZ, PREPOTÊNCIA. Um só sem fim. Um só. Sem fim.


sábado, 30 de junho de 2012

Binóculos

Entediada, pintei o céu de vermelho pra ver se mudo de sorte fazendo do dia, noite.
Assim, podia manter em mistério se a fumaça guardada no pulmão é do último trago de cigarro ou da chaminé da cerâmica que acaba de apagar.
Usei papel celofane laminado vermelho para que as terça-ferias comecem mais tarde e, ainda assim, aconteçam.
O lado prateado fica virado para fora, para o sol. Para que fira os olhos de qualquer um que ouse entrar neste mundo meu pela porta errada, mesmo que com convite. Dessa forma malandra que a gente tem de querer curiar sem meter as mãos e a cara.
Na transparência, as reentrâncias do passado. Vejo uma nova garota pendurada no pescoço do homem que foi meu. Enquanto ele se estica para ver-me, afasto em adeus. Observo meu vulto ficando diminuto nas lentes dos óculos, tão acessórios quanto a menina no pescoço.
Findo como os outros, na mais estúpida interpretação. Sempre haverá a certeza prepotente de que além do vidro, da grade e do papel celofane laminado vermelho, e apesar de toda a fumaça, o céu é azulzim.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Desvio

  • O certo é que vieram em algum momento
  • e determinaram: Deves invadir.
  • Perpetuou-se então tua espécie
  • em mais milhares de corpos como o meu
  • Sujeitos a sarnas, mágoas, e às rugas do tempo.

  • É demasiado irônico ser um desbravador de errantes,
  • mas o mundo já não te culpa pelos que se vão, pedaços.
  • Há, antes de tudo, uma carência desenfreada 
  • por se manter a ordem desajustada.

  • Eu, hospedeira perfeita de ti
  • Dessas que agem quando querem, quase nunca quando devem,
  • gargalho enquanto devoras minhas vísceras 
  • e me apodrece em carnificinas. 

  • A volúpia da decadência que promoves
  • ainda há de fazer meus dias amanhecerem em trevas.
  • Contraste de quem desamou da vida
  • e se enfeitiçou pela morte.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Lambança


Boca de manga, carnuda.
Boca de chupar manga de chupar
Manga buceta.
Polpa rosa.
Entre os dentes, fiapos.
Escorre o mel pelo corpo, melaço
que dos dedos vai à boca.
Com leite, Mangusta.





quinta-feira, 17 de maio de 2012

Enquanto o suor ocre escorre dos teus cabelos
e impregna em meu nariz teu cheiro vinagre,
beijo tua pele e lambo os lábios
sentindo teu sal, teus sabores.
A língua passeia pelos dentes
E encontra resquícios de aguardente 
E os cílios por sobre a pele
Abrem, em cócegas, todos os poros.
Trabalhamos bem, por hoje.

domingo, 13 de maio de 2012

Meu coração de lata

Guarda segredos em pó

Que se desmancham ao amanhecer

Mas que permanecem em insônia

Invadindo os poros da noite


Meu coração delata




O teu passado só




Realizando erros ainda por fazer




que me penetraram em carma




e salivam como açoite




com o beijo da morte