segunda-feira, 28 de julho de 2008

"Desubjetive"


A contemporaneidade nos trouxe liberdade artística, rompendo com as barreiras do modernismo regrado em contornos e preocupações constantes com o ambiente e com o objeto retratado.
A era pós-moderna presa ainda a indefinições, pode nos revelar que a beleza está em tudo, só depende do artista e do observador.O belo está nas mínimas coisas e, mesmo diante de qualquer censura, a arte ainda surgirá. Nasce daí um certo multiculturalismo e dentro dele várias ramificações.
As condições desse período não mergulharam o mundo em uma calmaria cultural ou científica, pelo contrário, assistimos a uma produção bastante intensa em todos os setores, da filosofia à musica. Mas, infelizmente, essa necessidade constante de produção pregada pelas Indústrias Culturais acaba desvalorizando o material produzido.
Quanto à economia, o homem pós-moderno se mostra mais capitalista que nunca e os fluxos de capital e as bolsas de valores ganham espaço especial e acabam por se tornar indissociáveis de sua vida.
Esta busca pela posse de capital e esta preferência antes ao simulacro que ao real são responsáveis pela sociedade narcisista, contrária às regras e valores e por essa mistura de tendências da atualidade. Entramos na controvérsia, ora se tem um homem que se sente irreal, vítima indignada de um sistema capitalista e maquiavélico, ora um homem hedonista, que defende o prazer imediato e individual como elemento fundamental em sua vida. É assim que pode ser definido o espírito pós-moderno – uma verdade sem verdades!

Um comentário:

JunioOoOor disse...

desculpa mas não vou comentar a postagem e sim dizer: gostei da mudança... narcisita, eu? nunca foi preciso...
;)