domingo, 3 de abril de 2011

A dança

Estávamos todos lá. Todos corpos. E os pensamentos? Onde estavam? Em que lugar estávamos?

Por tanto tempo houve o conformismo, este mesmo que nos fez acreditar que estava tudo bem. Que eramos felizes. Não eramos, não mais. Que haja então o respeito por todos os momentos em que estivemos. Erramos.

O amor existiu. Mas extinguiu. Os corpos já não se fundiam, a mente já não adivinhava os desejos. Caímos no marasmo do ser, por ser. Do não estar. Fica o amor, cada momento, cada dor. Até o gosto das lágrimas parece saudoso agora. Seria mais se já não houvessem lágrimas. Mas há.

E de que são então? Saudade, amor, medo, arrependimento, liberdade. Qualquer coisa que não se explique. A música simplesmente parou de tocar e é preciso entender que não se dança no silêncio.

2 comentários:

Gentil Martins do Santos disse...

"A música simplesmente parou de tocar e é preciso entender que não se dança no silêncio"

Algumas mulheres me espanta. Vc é forte demais Juliana (rs,rs). Liberdade é isto... é uma ação, uma dança com a música dum eu que canta (ou tenta).

Gentil

Gentil Martins do Santos disse...

Esqueci, se quiser acessar minha página, se bem que não há nada de interessante nela, poderá enviar seu e-mail para o meu nous_bios_orthos@hotmail.com.
Eu sou estudante de filosofia na Universidade Metodista de São Paulo, Campos São Bernardo do Campo. E estou organizando (ou tentando) um grupo fechado, onde poderíamos compartilhar referencias bibliográficas, trabalhos e intervenções de cunho mais particular, isto é, mais informal. Se interessar...
Estou tentando fugir da exploração dos professores e de colunistas de jornais, etc. Não gosto de grupo de pesquisa com professores, eles estão viciados. Quero pensar por fora, com fontes próprias. Em especialmente fugindo da metodologia pretensamente cientifica da academia.
Tenho como norte o pensamento de Theodor Adorno, para quem "O pensamento espera pelo dia em que a lembrança do desperdiçado o desperte e o converta no ensinamento”. Estou interessado num eu, no individuo, aquele que pensa o não pensado, como diz ele. Enfim, liberdade para pensar, até mesmo como contrapartida ao conhecimento instrumental recebido nos cursos.

Era isto.

Abs